BESS C&I: a nova unidade de negócios da Solfácil e a próxima fronteira da energia no Brasil

Por Ayres Silva — Head of BESS C&I  |  Solfácil

A Solfácil nasceu para democratizar o acesso à energia solar — e construiu, ao longo dos anos, o maior ecossistema de energia distribuída do país. Agora, damos o próximo passo natural dessa jornada: o lançamento da nossa unidade de negócios de BESS C&I — sistemas de armazenamento de energia por baterias para o segmento comercial e industrial.

Por que armazenamento, e por que agora?

O mercado brasileiro de baterias vive o mesmo ponto de inflexão que o solar viveu há dez anos. Três forças se combinam:

  • O custo das baterias LFP caiu cerca de 80% na última década, atingindo o ponto de viabilidade econômica para aplicações comerciais e industriais.
  • Ao mesmo tempo, a energia no horário de ponta custa de 3 a 7 vezes mais do que fora dele, dependendo da concessionária — e a tendência é de reajustes acima da inflação nos próximos anos.
  • E o Brasil tem mais de 200 mil unidades consumidoras do Grupo A (média e alta tensão), candidatas naturais a essa tecnologia.

O resultado: projeções apontam um mercado de R$ 3,5 bilhões em vendas de BESS no Brasil em 2030, com crescimento anual composto acima de 20% na década. É um mercado gigantesco — e que está apenas no início.

O que o BESS resolve para o cliente C&I

Para uma empresa conectada em média ou alta tensão, a bateria abre múltiplas alavancas de valor ao mesmo tempo: deslocar consumo do horário de ponta para fora dele, aproveitando o diferencial tarifário (time shifting); reduzir picos de demanda e eliminar multas de ultrapassagem (peak shaving); garantir continuidade operacional contra instabilidades da rede (backup); e substituir geradores a diesel, com economia e ganho ambiental. Em muitos casos, essas aplicações se empilham no mesmo projeto.

E o benefício econômico é expressivo: em perfis típicos de consumo, a economia gerada pelo BESS pode chegar a até 40% da conta de energia do cliente, dependendo do perfil de consumo e da tarifa. A história do setor elétrico brasileiro mostra um padrão claro: toda vez que uma tecnologia entrega benefício econômico evidente e mensurável, a evolução do mercado se acelera. Foi assim com a energia solar — que saiu de nicho para fenômeno nacional em poucos anos — e é exatamente esse o momento que o armazenamento vive agora.

Por que BESS faz total sentido no Ecossistema Solfácil

O que trava o mercado de BESS no Brasil não é tecnologia — é acesso a capital. Pouquíssimas instituições financeiras no país financiam armazenamento para o segmento C&I. E é exatamente aí que está a força da Solfácil: somos uma plataforma de financiamento de energia, com crédito estruturado, análise especializada e agilidade digital.

Ao financiamento, somamos os demais ativos do ecossistema: o Solfácil SMART, que permite monitorar a performance real dos sistemas instalados; a rede de milhares de integradores parceiros em todo o Brasil, que encontra no BESS a evolução natural do seu portfólio; e a nossa vocação de plataforma — apoiando o parceiro do dimensionamento à proposta, do crédito ao pós-venda.

Acreditamos no potencial dos nossos parceiros

Se há um grupo perfeitamente posicionado para capturar essa oportunidade, são os integradores. Eles já estão dentro das empresas C&I: instalaram o solar do supermercado, da agroindústria, do galpão logístico. Já têm o relacionamento, a confiança e o acesso ao decisor. O que falta, muitas vezes, é abordar esses mesmos clientes com a oferta de BESS — seja por desconhecimento técnico, seja por insegurança na estruturação comercial e financeira do projeto.

É aqui que a Solfácil entra. Vamos investir em treinamento e capacitação e em uma equipe dedicada de especialistas para apoiar o integrador em cada etapa da venda: da identificação da oportunidade na própria base ao dimensionamento técnico, da proposta comercial ao financiamento. Nosso objetivo é claro: ajudar nossos parceiros a se tornarem especialistas em BESS — e a liderarem esse mercado enquanto ele ainda está no início.

Para o parceiro, o BESS representa tickets significativamente maiores que o solar residencial, margens diferenciadas, receita recorrente e acesso a clientes de maior valor — com a Solfácil fazendo o peso na estruturação técnica e financeira.

A área já está operando — e com negócios fechados

BESS C&I na Solfácil não é promessa: a unidade já está em operação, com os primeiros financiamentos contratados e projetos em implantação, atendendo aplicações reais de time shifting e peak shaving em diferentes regiões do país. Cada projeto entregue alimenta nosso maior ativo: dados reais de economia, que retroalimentam nossos modelos e viram prova social para os próximos clientes.

E estamos investindo forte na experiência do parceiro: uma jornada digital e assistida, que vai da simulação e análise de crédito ao acompanhamento da implantação e ao monitoramento pós-comissionamento — tudo integrado à plataforma Solfácil.

Um novo cliente para o ecossistema

Essa é, também, uma das maiores oportunidades estratégicas da nova unidade: o BESS C&I nos conecta a um perfil de cliente diferente do que historicamente atendemos — empresas do Grupo A, de supermercados e hospitais a agroindústrias, data centers e mineração. Clientes que decidem por ROI, com contas de energia relevantes e necessidades sofisticadas — e que passam a enxergar a Solfácil como parceira de energia, não apenas de solar.

Visão de futuro

Nossa ambição vai além do financiamento: construir a plataforma de referência em armazenamento C&I no Brasil, com modelos flexíveis de contratação, inteligência de dados sobre a carteira instalada e, no horizonte, novos modelos de receita que o portfólio de baterias habilita. O armazenamento é a peça que faltava para completar o ecossistema de energia distribuída — e a Solfácil está posicionada para liderar esse movimento.

Quer saber mais ou trazer seu primeiro projeto BESS?

Fale com a gente: [email protected]

Posts Similares